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A fuckload of classic literature:
- 1984 by George Orwell
- A Christmas Carol by Charles Dickens
- A Portrait of the Artist as a Young Man by James Joyce
- A Tale of Two Cities by Charles Dickens
- Aesop’s Fables by Aesop
- Agnes Grey by Anne Brontë
- Alice’s Adventures in Wonderland by Lewis Caroll
- Andersen’s Fairy Tales by Hans Christian Andersen
- Anne of Green Gables by Lucy Maud Montgomery
- Anna Karenina by Leo Tolstoy
- Around the World in 80 Days by Jules Verne
- Beyond Good and Evil by Friedrich Nietzsche
- Bleak House by Charles Dickens
- Crime and Punishment by Fyodor Dostoevsky
- David Copperfield by Charles Dickens
- Down and Out in Paris and London by George Orwell
- Dracula by Bram Stoker
- Dubliners by James Joyce
- Emma by Jane Austen
- Erewhon by Samuel Butler
- For the Term of His Natural Life by Marcus Clarke
- Frankenstein by Mary Shelley
- Great Expectations by Charles Dickens
- Grimms Fairy Tales by the brothers Grimm
- Gulliver’s Travels by Jonathan Swift
- Heart of Darkness by Joseph Conrad
- Jane Eyre by Charlotte Bronte
- Kidnapped by Robert Louis Stevenson
- Lady Chatterly’s Lover by D. H. Lawrence
- Les Miserables by Victor Hugo
- Little Women by Louisa May Alcott
- Madame Bovary by Gustave Flaubert
- Middlemarch by George Eliot
- Moby Dick by Herman Melville
- Northanger Abbey by Jane Austen
- Nostromo: A Tale of the Seaboard by Joseph Conrad
- Notes from the Underground by Fyodor Dostoevsky
- Of Human Bondage by W. Somerset Maugham
- Oliver Twist by Charles Dickens
- Paradise Lost by John Milton
- Persuasion by Jane Austen
- Pollyanna by Eleanor H. Porter
- Pride and Prejudice by Jane Austen
- Robinson Crusoe by Daniel Defoe
- Sense and Sensibility, by Jane Austen
- Sons and Lovers by D. H. Lawrence
- Swanns Way by Marcel Proust
- Tarzan of the Apes by Edgar Rice Burroughs
- Tender is the Night by F. Scott Fitzgerald
- Tess of the d’Urbervilles by Thomas Hardy
- The Adventures of Huckleberry Finn by Mark Twain
- The Adventures of Tom Sawyer by Mark Twain
- The Brothers Karamazov, by Fyodor Dostoevsky
- The Great Gatsby
- The Hound of the Baskervilles by Arthur Conan Doyle
- The Idiot by Fyodor Dostoevsky
- The Iliad by Homer
- The Island of Doctor Moreau by H. G. Wells
- The Jungle Book by Rudyard Kipling
- The Last of the Mohicans by James Fenimore Cooper
- The Legend of Sleepy Hollow by Washington Irving
- The Odyssey by Homer
- The Merry Adventures of Robin Hood by Howard Pyle
- The Metamorphosis by Franz Kafka
- The Picture of Dorian Gray by Oscar Wilde
- The Portrait of a Lady by Henry James
- The Prince by Nicolo Machiavelli
- The Scarlet Pimpernel by Baroness Orczy
- The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde by Robert Louis Stevenson
- The Tales of Mother Goose by Charles Perrault
- The Thirty Nine Steps by John Buchan
- The Three Musketeers by Alexandre Duma
- The Time Machine by H. G. Wells
- The Trial by Franz Kafka
- The War of the Worlds by H. G. Wells
- Treasure Island by Robert Louis Stevenson
- Ulysses by James Joyce
- Utopia by Sir Thomas More
- Vanity Fair by William Makepeace Thackeray
- Within A Budding Grove by Marcel Proust
- Women In Love by D. H. Lawrence
- Wuthering Heights by Emily Brontë
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Here! Have a fuckload of modern literature, too!
- A Clockwork Orange - Anthony Burgess
- A Study In Scarlet - Sir Arthur Conan Doyle
- Abraham Lincoln, Vampire Hunter - Seth Grahame-Smith
- An Abundance of Katherines - John Green
- Artemis Fowl - Eoin Colfer
- Bossypants - Tina Fey
- Breakfast At Tiffany’s - Truman Capote
- Bridget Jones’s Diary - Helen Fielding
- Catcher In The Rye - J.D. Salinger
- Charlie And The Chocolate Factory - Roald Dahl
- City of Bones - Cassandra Clare
- Clockwork Angel - Cassandra Clare
- Damned - Chuck Palahniuk
- Darkly Dreaming Dexter - Jeff Lindsay
- Dead Until Dark - Charlaine Harris
- Ender’s Game - Orson Scott Card
- Everything Is Illuminated - Jonathan Safran Foer
- Extremely Loud and Incredibly Close - Jonathan Safran Foer
- Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
- Fight Club - Chuck Palahniuk
- Go The Fuck To Sleep - Adam Mansbach
- I Am America (And So Can You!) - Stephen Colbert
- I Am Number Four - Pittacus Lore
- Inkheart - Cornelia Funke
- It - Stephen King
- Life of Pi - Yann Martel
- Lolita - Vladmir Nabokov
- Marked - Kristin Cast
- Memoirs Of A Geisha - Arthur Golden
- My Sister’s Keeper - Jodi Picoult
- Never Let Me Go - Kazuo Ishiguro
- One Day - David Nicholls
- Paper Towns - John Green
- Percy Jackson and the Olympians: The Lightening Thief - Rick Riordan
- Pretty Little Liars - Sara Shepard
- Slaughterhouse Five - Kurt Vonnegut
- Snow White And The Huntsman - Lily Blake
- The Book Thief - Markus Zusak
- The Bourne Identity - Robert Ludlum
- The Giver - Lois Lowry
- The Hunger Games - Suzanne Collins
- The Kite Runner - Khaled Hosseini
- The Lovely Bones - Alice Sebold
- The Notebook - Nicholas Sparks
- The Outsiders - S.E. Hinton
- The Perks of Being A Wallflower - Stephen Chbosky
- The Princess Diaries - Meg Cabot
- The Things They Carried - Tim O’Brien
- The Time Traveler’s Wife - Audrey Niffenegger
- The Ultimate Hitchhiker’s Guide To The Galaxy - Douglas Adams
- Tuesdays With Morrie - Mitch Albom
- Uglies - Scott Westerfeld
- Vampire Diaries: The Awakening - L.J. Smith
- Water For Elephants - Sara Gruen
- Wicked - Gregory Maguire
(Source: nachosauruz, via crisdias)
24.
Esta manhã, eu resolvi continuar a dormir e dormir e ignorar os urros agudos do despertador e dormir e dormir e sonhar. Chamaram-me para almoçar, mas limitei-me a revirar-me na cama com um resmungo e continuar a dormir e dormir e sonhar e dormir. No meio da tarde, porém, cansei-me de dormir e sonhar e despertei-me. Mas já era tarde demais para almoçar.
Sketches de Bronze: 18.
—Onde está o fim, senhor? Onde está a tua promessa de uma morte dolorosa, de uma mudança catastrófica que nos faria verdadeiramente chegar ao arrependimento, muito além dos charlatães e seus cultos, muito mais além que um pai com uma chinela ou uma vara de marmelo em riste; onde está o fogo…
Sketches de Bronze: 6.
Há algo mais deprimente que a autocrítica? Sim, a autocrítica traduzida em um código visual, como por exemplo, o grande rabisco ondulado a anular um diálogo inconcluso que eu havia começado a escrever antes deste texto. Já não lembro por quê, segundos atrás, me frustrei tanto com aquelas…
Sketches de Bronze: 3.
A garota olhou pra ele e ele desviou o olhar, incômodo. Por que ela olharia pra ele? Seria uma dessas olhadelas de único objetivo reparar em uma dessas distorções na beleza onírica do mundo que o tornam verossímil. Ele era uma delas, ele e seu corpo franzino, ele e seu rosto, ligeira porém…
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O Lago e a Lapide

O Lago e a Lápide
Senti-me preso em um clichê literário. Ali, ajoelhado na terra úmida a sujar Minhas calças desgastadas enquanto sentia o relevo da pedra talhada. As lágrimas já haviam secado, os soluços já não persistiam e o calor das emoções transpiradas era, pouco a pouco, substituído pelo frio de um fim de tarde outonal.
Quando comecei a tremer, resolvi que era hora de abrir os olhos. A lápide à minha frente demorou para entrar em foco. Respirei fundo, tentando relaxar meus músculos, concentrando-me em desenrolar minha cauda ao invés do nome gravado toscamente na rocha cravada no gramado.
“Mar…” Não! Me obriguei a levantar-me de um salto e a encarar o lago. O lago de minha infância, meu lugar favorito. Mesmo depois de quase ter me afogado aquela vez, nunca deixei de visitar este lago. Não, justamente após eu ter quase me morrido aqui que ele se tornou meu lugar favorito. Como uma espécie de desafio. Desafio a quem? Nunca tive certeza. Só sei que várias coisas boas me aconteceram depois disso. Depois de minha renascença.
“Renascença”, sussurrei, o bosque atrás de mim respondendo com respeito ao luto, silenciosamente. Ela riria de mim, sempre me debochava quando tentava ser minimamente profundo. Talvez a culpa fosse minha, nunca fui bom com palavras. Afinal, ela também gostava do lago, ela entendia sua importância. Por isso continuei a trazê-la aqui depois da primeira vez. Mas isso tinha sido há muitos anos…
Deixei meu olhar cair do lago para a lápide, mas antes que pudesse ler qualquer coisa, me apressei em continuar até meus pés. Descalços, calosos, mais sujos do que o normal. Feridos e manchados de sangue. Sangue de outros que não eu. Hoje havia sido a primeira vez que pisava um cadáver, o cadáver de um inimigo. Havia menos glória naquilo do que meu pai me contara, principalmente pelo que carregava com minhas mãos.
Ergui minhas palmas até meu campo de visão. Uma crosta amarronzada, sangue extremamente seco, a cobria. Não meu sangue, nem sangue de outros desta vez. Era seu sangue, o sangue dela. Enquanto a carregava para longe da batalha, de nossa casa, de nosso vilarejo e a trazia para cá, enquanto tentava estancar a ferida. Levantei os olhos ligeiramente. A lápide. A homenagem improvisada em lágrimas, pobremente adornada com seu nome.
Não havia conseguido.
Lágrimas tentaram hidratar meus olhos ressecados em desespero. Mas antes, saltei três passos e mergulhei minhas mãos na água esverdeada do lago. As esfreguei, esfreguei, esfreguei até o verde ser tingido por uma névoa avermelhada e minhas mãos estarem limpas. As analisei. Minhas unhas continuavam imundas, profundamente maculadas pelo sabor metálico.
Soquei a superfície liquida enquanto tentava urrar. Minha voz, porém, falhara. Um débil ganido foi tudo o que consegui exclamar com minha frustração. Limitei-me a assistir a água voltar, lentamente, ao estado plácido de antes, meu reflexo, o reflexo de um cão cinzento, cada vez menos distorcido.
Consegui rir da metáfora. Marie sempre ria quando eu tentava brincar fazendo poesia sobre o lago.
Marie. Seu nome penetrou minha alma como ferro incandescente. Por quantas horas havia chorado aquele nome, naquele lugar isolado? Já anoitecia e o frio era difícil de ignorar.
Levantei-me e dei as costas ao lago. Não podia voltar ao vilarejo. Não havia vilarejo ao que voltar, tudo já queimava enquanto eu fugia de lá. Tampouco havia Marie para quem voltar. Ela sempre estaria ali, junto ao lago, esperando por mim. Olhei para trás uma última vez e sorri um sorriso de derrota, como aqueles de quando ela ganhava de mim com sua teimosia. Não havia mais nada a ser feito.
Peguei a espada que havia cravado na terra. Não limpei o sangue dela, apenas encaixei-a na bainha e adentrei novamente o bosque, deixando Marie com o lago e a lápide, à minha espera.
Chuva Castanho-Escura

Eu estava correndo. Não costumo correr, sou o filho da puta mais sedentário do mundo, mas aquele dia eu estava correndo, correndo embaixo da chuva ainda por cima, como se tivesse oito anos no sitio de meus tios enquanto brincava com meus primos. Na verdade essa não é das melhores comparações, já que eu estava correndo sozinho e nunca antes havia estado tão longe da felicidade ignorante de si mesma daqueles dias chuvosos de sitio. Eu não saberia dizer se havia cedido momentaneamente aos prantos ao virar sua esquina; a opressão em meu peito e a dormência geral que me assaltavam poderia muito bem ser reflexo de minha baixa capacidade física. Mesmo meus olhos, entrecerrados trás meus óculos, não estavam protegidos das precipitações, então nunca saberei se entre os quinhentos ml de água de chuva que já haviam entrado em minha boca havia uma que outra lágrima em busca de refúgio. O caso é que não me importava, nem me importava meu aspecto quando pulei o pequeno portão que separava sua pequena varanda da rua, cruzei com dois saltos pouco graciosos o caminho de pedras até sua porta e esmurrei três vezes a madeira com o nó de meus dedos. Naquele momento, me estanquei, hesitei, deixei que o frio penetrasse minha mente por vez primeira desde que saíra de casa. A gélida sanidade conseguira desfazer-se da mordaça para berrar um espasmo de razão em minha nublada mente. O que ia dizer? Por que tinha que dizer o que iria dizer? Que direito eu tinha de dizer o que iria dizer? A seca tormenta voltou a engrossar, porém, quando me veio a sensação de que estava demorando demais. Não sei o que me levou a voltar a golpear a porta, se a frustração ou o medo, mas sem duvidas foi a fúria o que me fez exclamar. Não lembro o que exclamei, algo genérico, algo equivocado semanticamente, mas que na hora sempre parece adequado. Fazia já alguns minutos que eu deixara de sentir frio, a única sensação física e palpável sendo a queimação de meu sistema respiratório por respirar aquele ar gélido e úmido, então a dor que senti em meu punho, o qual acabou por chocar com demasiada força contra a porta, esquentou meu corpo como um hálito dracônico, reconfortante. Foi enquanto eu olhava para meu punho avermelhado que ela abriu finalmente a porta. O calor reconfortante de meu punho pareceu insignificante comparado ao ódio que, em ebulição, bloqueou minha garganta ao sentir aqueles olhos de um cruel castanho-claro penetrar minha pele fria e ensopada, com receio e o que eu não pude distinguir entre nojo e pena. Talvez uma mistura dos dois. Talvez. A nova explosão magmática dissolveu o resto de consciência. Abri a boca para falar, ou berrar se meu diafragma se descontrolasse, mas um trovão tapou minhas palavras. Por um segundo, não, uma fração de segundo, vi o mundo em preto e branco. Bem, o mundo em negro, apenas ela, a pouca pele pálida que não estava tapada pelo roupão, radiando branco. Engasguei, voltei a hesitar. Não era justo, não era justo ela me olhar para meu deplorável estado de indignado daquela forma, me desarmar por excesso. Excesso de quê? O que era aquilo que apertava o nó em minha garganta? Era realmente ódio? Não, se fosse ódio, eu conseguiria vomitá-lo todo em um urro agonizante e libertador, em um insulto sujo e revitalizante, até mesmo, se o ódio fosse excessivo, com uma agressão, sem duvidas macular aquele rosto com um tapa ajudaria. Mas não, após as palavras frustradas por intervenção divina ou acaso kármico, apenas fiquei a observá-la, a recordá-la no dia anterior, naquela mesma manhã, no dia em que nos havíamos conhecido e todos os segundos nos quais me dediquei a montar seu ideal em minha mente. Um ideal quebrado, uma vívida ilusão que ainda residia naquela mirada castanho-escura. Desta vez tive certeza de que uma lágrima se misturava às remanescentes gotas de chuva em meu rosto e se perdia em minha barba rala.
-O que você quer? – Foi a pergunta.
O que eu queria. Queria sorrir pra ela e que ela sorrisse para mim de volta, numa confirmação de que nada havia acontecido. Queria que o ódio tomasse conta totalmente de mim, dilacerasse e engolisse de um bocado o remorso, a frustração e o restinho de amor, como o restinho de pão no fundo da xícara de café que você pega com uma colher e você tem um pequeno orgasmo ao saboreá-lo. Queria molhá-la com suas roupas para ter uma desculpa para livrar-lhe daquele roupão, envolve-la num beijo tão agressivo que nos faria perder o equilíbrio, cair sobre os azulejos e transar sem nos preocupar-nos de fechar a porta, pois nosso calor seria suficiente para aplacar aquele frio. Mas claro, eu não podia responder isso. Mas tampouco sabia o que mentir no lugar.
-Olha, eu já te pedi desculpas, não sei o que fazer… Nós simplesmente não… Não estávamos bem. Você sabe que não estávamos bem.
Ela mentia por mim, ocupava o silêncio por mim, calava a morte das gotas da chuva ao colidir contra o chão por mim. Com palavras frias, hesitantes, cheias de pena. Mais uma mentira para a coleção, só que desta vez repetida. A mentira não sofre uma mutação química, não importa quantas vezes você expô-la, apenas a traição se torna mais tangível. Deus, criador deste clichê ambulante, esta é a prova de tua existência, de tua malevolente existência. Aquelas palavras nublavam os olhos castanho-escuros, penetravam meus músculos e os faziam tremer. Meu diafragma subia e descia, minha respiração se condensava em uma efêmera resposta à súplica, à irritante súplica na forma como ela abraçava seu corpo envolto no roupão trás a porta entreaberta, trocando o peso de seu pequeno corpo de uma perna à outra. Uma resposta silenciosa, expectante pelo catártico momento em que eu já não amaria aquela criatura e pudesse voltar para casa para tomar um chá e torcer para não ser atacado por um resfriado que me inutilizasse o resto da semana. Abri a boca novamente, sentindo uma brecha na fraqueza de minhas cordas vocais, mas não passava de uma nova vontade de cair aos prantos.
-Por favor, vá pra casa… – Sentenciou ela, fechando novamente a porta.
Eu fiz menção de pará-la, mas minha própria paralisia me impediu de fazer qualquer outra coisa além de assistir como os olhos castanho-escuros se perdiam trás a madeira em um baque e um clique. Dois cliques, pensei, ao constatar que ela trancara a porta. Não consegui sorrir perante tamanha ironia em forma de metáfora. Eu ainda demoraria para sorrir de minha própria desgraça, talvez depois de cansar-me da autocomplacência, das noites insones, toda uma maratona de memento amoris que me tornaria mais forte. Esse pensamento, sim, foi capaz de me fazer esboçar um sorriso, um sorriso sarcástico ante minha situação, enquanto tentava imaginá-la ainda do outro lado da porta, olhando-me pelo olho mágico, talvez com lágrimas nos olhos por saber o erro que estava cometendo, que havia cometido e sem coragem de voltar atrás. Deixei que o ódio se apoderasse de mim novamente. O ódio era mais satisfatório, sempre é mais fácil odiar o outro. Sempre é mais fácil golpear a porta de tua ex uma última vez antes de voltar para debaixo da chuva de volta à tua casa. Até que este termina. Sempre termina. E os olhos castanho-escuros se tornam, novamente, o tesouro dos sonhos dos quais tu acorda às lágrimas, sem maior esperança, sem maior âncora à vida, que as lembranças.
